Ao iniciar um tratamento de reprodução assistida, é comum o casal se deparar com uma lista extensa de solicitações laboratoriais e de imagem. A ansiedade pode levar a acreditar que “quanto mais, melhor”, mas a verdade é que os exames antes da fertilização in vitro devem ser solicitados com critério clínico. O objetivo não é apenas encontrar problemas, mas traçar a rota mais segura e eficiente para a gravidez — e estes 5 fazem toda a diferença.
Exame 1: Avaliação da Reserva Ovariana
Para a mulher, o ponto de partida entre os exames antes da fertilização in vitro é entender o estoque de óvulos disponíveis. Os mais importantes são a dosagem do Hormônio Anti-Mülleriano (HAM) e a ultrassonografia transvaginal para contagem de folículos antrais. Esses dados não preveem a chance de gravidez com certeza, mas orientam o médico na escolha do protocolo de estimulação mais adequado para cada paciente, evitando respostas inadequadas aos medicamentos.
Exame 2: Investigação da Cavidade Uterina
O embrião precisa de um ambiente saudável para implantar. Por isso, a ultrassonografia especializada e, em alguns casos, a histeroscopia diagnóstica, são fundamentais entre os exames antes da fertilização in vitro. Esses exames descartam a presença de pólipos, miomas submucosos ou sinéquias (cicatrizes) que poderiam atrapalhar a fixação do embrião no endométrio. Muitas vezes, um pequeno problema identificado previamente pode ser corrigido, aumentando significativamente as chances de sucesso.
Exame 3: O Fator Masculino além do Espermograma
Para o homem, o espermograma é o exame básico, mas muitas vezes insuficiente isoladamente. Em casos de falhas anteriores ou abortamentos de repetição, pode ser necessário investigar a Fragmentação do DNA Espermático entre os exames antes da fertilização in vitro. Um alto índice de fragmentação pode comprometer a qualidade embrionária, mesmo que a contagem e a motilidade dos espermatozoides pareçam normais no espermograma convencional.

Exame 4: Avaliação Hormonal e Tireoidiana
Alterações na tireoide e nos hormônios reprodutivos podem interferir diretamente na resposta ao tratamento e na implantação do embrião. A dosagem de TSH, T4 livre, prolactina, LH e FSH fazem parte dos exames antes da fertilização in vitro que permitem identificar e corrigir desequilíbrios hormonais antes mesmo de iniciar a estimulação ovariana. Segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, o controle hormonal adequado é um pré-requisito para bons resultados na FIV.
Exame 5: Sorologias e Genética do Casal
As sorologias (HIV, hepatite B e C, sífilis, HTLV, toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus) são obrigatórias e garantem a segurança de todos os envolvidos no laboratório de embriologia. Em casos selecionados, o cariótipo do casal ou o painel de portadores de doenças genéticas pode ser recomendado. O Conselho Federal de Medicina estabelece protocolos claros sobre quais investigações são mandatórias antes do início do tratamento.
Realizar os exames antes da fertilização in vitro corretos evita surpresas durante o tratamento e aumenta as chances de sucesso logo no primeiro ciclo. Entenda também o que fazer quando os resultados não são os esperados em nosso artigo sobre falha na fertilização in vitro e o que rever. O Dr. Cleandro Patussi orienta cada casal sobre quais exames são realmente necessários para o seu caso específico.







